ONDE A MUDANÇA REFLETE EM VOCÊ?

Não sei vocês, mas pra mim cada conquista ou boa mudança merece um tipo de comemoração. Normalmente reflito isso em meu corpo de duas formas: ou fazendo uma nova tatuagem ou mudando meu cabelo. A segunda opção foi a escolhida para uma nova fase em minha vida que não, ainda não poderei compartilhar com vocês. Desde muito nova, se não me engano pelos 10 anos de idade, fiz a primeira mudança em meu cabelo - tudo isso por causa de piolho. Tratamento vai, tratamento vem, e nada resolvia. Sempre tive MUITO cabelo (leia-se MUITO mesmo). A única, e úlltima, alternativa encontrada pela minha mãe foi a tintuta para cabelos. Sim, pintei meu cabelo aos 10 anos de idade para me livrar dos piolhos. Lembro como se fosse hoje a dor que senti, afinal, muitas foram as tentativas e, em função disso, grande eram as feridas no meu coro cabeludo.

 

Cabelo de 2012

 

Passando essa fase e também por não me encaixar sempre nos padrões estabelecidos pela sociedade, decidi que o que realmente combinava comigo era ousar. Ser diferente era comigo mesmo e, na verdade, segue sendo. Sempre tive o cabelo cacheado e completamente desengonçado, bagunçado sem os cachos definidos, enfim, era complicado lidar com isso na adolescência. Lembro que fazia novos cachos através de rolos, andava com eles sempre presos e em coque, colocava dezenas de tictacs pra esconder cada cabelinho que pudesse aparecer. Era uma guerra absurda. Comprava quilos e mais quilos de gel, saía do banho com eles úmidos e logo prendia. Como sofri com isso. Hoje paro e penso que talvez, bem lá no fundo, eu exagerava com o que esperavam de mim - não tentava parecer alguém que eu não era, eu tentava mesmo não parecer alguém pior do que eu aparentava. Entende? Sei que é confuso mas juro que é verdade.

 

cabelo de 2014

 

Passada essa fase, com 15 anos ganhei um baita presente: um alisamento. Minha tia avó era cabeleireira e ensinou minha mãe que, a partir dali, repetia o processo a cada três meses. Lembro que me senti o máximo ao me ver no espelho após o alisamento, todo aquele sentimento passou ao perceber o trabalho absurdo que eu teria para mantê-lo daquela forma. Foi assim durante 5 anos, sim, 5 anos com o cabelo na altura da cintura e super liso. Passado esse tempo, cansei e cortei. Ali foi a minha primeira grande mudança. Lembro que decidi celebrar minha autonomia e cansaço com a opinião alheia. Cortei o cabelo na altura do ombro, estilo Frejat nos anos 2000, e trouxe o encaracolado novamente. Depois disso, nunca mais deixei meu cabelo crescer.

 

cabelo de 2014

 

Assumi minha sexualidade em 2012, ali sim me indentifiquei como pessoa, como mulher. Investia tempo tentando encontrar um corte que me definisse e foi assim que conheci a P!nk. Que mulher, hein?! Comecei a cortar as laterais do meu cabelo, descolorir, pintar, mudar o corte, alisar de novo, encaracolar, enfim, desde esse ano o meu cabelo se tornou referência quando o assunto sou eu. Muitas pessoas elogiam, pedem ideais, me admiram pela coragem e também já aconteceu de pedirem para tirar uma foto, usar como referência pra possíveis mudanças. Acho isso demais. Pensando em tudo isso que contei aqui pra vocês, decidi encorajar as mulheres que nos acompanham - FAÇAM O QUE VOCÊS QUEREM FAZER. Ainda ouço de muitas que rola um medo no cortar, um medo do que vão pensar e, também, um receio de uma mudança tão radical.

 

cabelo 2017

 

E se eu te disser que os cortes curtos estão super em alta em 2019? Aproveita pra conferir todas as mulheres que te inspiram e que tiveram essa coragem. Pode parecer clichê, mas tenha sempre em mente que cabelo cresce, ele sempre volta ao natural e toda essa transição, o que faz parte de um momento ao outro, é lindo pro nosso auto reconhecimento. Todas as fotos desse post são minhas, sim, estou MUITO diferente em cada uma delas. Aí na capa desse post o meu novo corte + tintura, curtiu? Deixa aqui nos comentários!

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