O QUE ESPERAR DA CULTURA EM 2021?

Espera-se que os novos prefeitos venham com ideias igualmente novas para o setor

A pandemia de Covid-19, iniciada no final do ano retrasado no planeta e em meados de 2020 no país, trouxe inúmeros desafios para todo mundo. Até o momento, o Brasil não iniciou uma campanha de vacinação para a população, devido a vários fatores, governamentais, logísticos e produtivos. Por enquanto, portanto, não há luz visível no final do túnel com relação a uma "normalidade".

É claro que, entre os setores afetados, está a cultura. Talvez tenha sido até o que mais teve reveses. Com os eventos suspensos e aglomerações desaconselhadas pelas autoridades médicas, a indústria cultural viu amargar prejuízos sobre prejuízos, o que, de certa forma, até era esperado nos meses iniciais. Agora, contudo, com o conhecimento que temos do coronavírus e de suas formas de transmissão, é possível começarmos a pensar em um retorno relativamente seguro e respeitando as normativas vigentes, e adaptando elas conforme o contexto.

A Lei Aldir Blanc, aprovada pelo governo federal, deu um grande impulso a um setor que, em 2019, empregava em torno de 5,5 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com ela, os municípios desenvolveram atividades com ou sem público, artistas puderam manter, em grande parte, suas obras, e a cultura pôde se movimentar, ainda que mais restrita. Agora, é hora de dar mais um importante passo.

2021 chegou, e com ele, a incerteza do número de contaminações que ainda podem acontecer. Diante delas, apenas a vacinação em massa da população, gerando imunidade, poderá resolver o problema. O novo ano trouxe também muitos novos prefeitos, administradores com potencial de trazer ideias novas e que, agora, terão de lidar com este desafio: manter, ao mesmo tempo, a economia e o vírus sob controle.

Vamos poder voltar ao normal logo? Difícil dizer. Acredito que a curto e médio prazos, não. Ainda vamos precisar praticar o distanciamento social, uso de máscaras, álcool gel e encontros preferencialmente virtuais onde preciso. De certa forma, a maioria de nós está aprendendo a lidar com o vírus e estes vão vencer o negacionismo e o movimento antivacina.

E a cultura? Da forma "normal", terá que esperar mais um pouco. Mas espero que estes gestores que tomaram posse em 1º de janeiro, que são os que mais conhecem suas comunidades, observem com carinho o setor. Claro, conciliando com os outros desafios, começando pela Saúde e Educação, ainda mais urgentes. E assim, com ideias novas, talvez consigamos acelerar a jornada rumo à sociedade que tínhamos antes da pandemia.

 

Imagem de visitantes no Masp, em São Paulo (Créditos: Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

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