(IN) SEGURANÇA DIGITAL

Criminosos online expõem dados e a fragilidade dos sistemas de informação.

 

Muito se tem falado sobre o recente ataque hacker que provocou transtornos em dezenas de países no último mês de maio. Relatos de que sistemas inteiros foram vitimados por uma ameaça online sem precedentes se espalharam como um vírus — com o perdão do trocadilho — por todos os cantos. No Brasil, instituições e órgãos públicos desativaram seus sites como maneira de prevenção, e filiais de multinacionais que haviam sido atacadas lá fora ficaram em estado de alerta diante daquilo que se julgava imprevisível.

 

A verdade é que a segurança digital é cada vez mais assunto de discussão em um mundo ultraconectado por meio de centenas de dispositivos inteligentes. O ataque de maio virou manchete em todo o planeta, muito mais pela proporção que alcançou do que por seus efeitos, igualmente ardis: o vírus procura determinada brecha no sistema operacional Windows para executar seu código, que criptografa os arquivos do computador local e exige um resgate em bitcoins, a moeda virtual que não existe fisicamente e é impossível de ser rastreada.

 

A Microsoft, dona do Windows, se defendeu: afirmou que corrigiu a tal brecha em março deste ano, e quem tem sistemas mais atualizados não é vulnerável ao chamado ransomware, como é classificada a categoria deste vírus. Em comum, eles “sequestram” os dados do usuário. Prejuízo para cidadãos e corporações de fato, e pior ainda para a própria Microsoft, que teve de lançar a mesma correção também para o Windows XP, cujo suporte terminou em 2014, devido à descoberta de uma relação próxima entre este sistema operacional em específico e o vírus.

 

Mas é claro que este é apenas um exemplo de como violações assim afetam a todos nós, em escala global, mesmo que indiretamente. Na Inglaterra, hospitais pararam de funcionar; na França, montadoras. Na Espanha, uma companhia telefônica. Segundo a Europol, a polícia europeia, foram 200 mil aparelhos afetados em cerca de 150 países. 

 

Voltando ao assunto segurança, é interessante notar que, por mais que haja pessoas a todo momento defendendo os sistemas corporativos, sites e servidores mundo afora, sempre existe alguém que está um passo à frente. O hacker de hoje é meticuloso, sofisticado e com mais acesso à informação do que aquele que atuava no início da era da Internet. Só que as diferenças param por aí. Ele quase sempre busca exposição, dinheiro ou as duas coisas, e afirma lutar por uma causa. Isso sempre existiu.

 

E já que os investimentos em segurança da informação e desenvolvimento de softwares antivírus parecem ser insuficientes, o que eu e você podemos fazer? Puxar o cabo e tentar se desconectar é só retórica, uma vez que os smartphones e aparelhos móveis, que andam conosco o dia inteiro, também são alvo. Mais sensato é evitar clicar em links suspeitos em e-mails e páginas da web, incluindo redes sociais. Outra dica que tem sido bastante divulgada e parece válida é salvar seus arquivos em mídias externas, como HDs, e conectá-los ao computador apenas em caso de necessidade. E é claro que manter tudo atualizado, embora seja contraproducente, também é recomendado.

 

Diante de tanto debate sobre os perigos enfrentados na web, pode-se imaginar uma teoria, e que pode ser ampliada mais adiante: andar pela Internet hoje é tão perigoso quando passear pela rua em uma metrópole qualquer. Em ambas, infelizmente a ameaça pode estar em qualquer lugar.

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