FIREFOX QUANTUM É A REDENÇÃO QUE VEIO TARDE

Navegador conhecido pelo carisma finalmente parece preocupado com seus usuários

Um dos navegadores de Internet mais carismáticos da atualidade pode ter sua redenção no dia 14 de novembro. Entenda: neste texto, carisma é sinônimo de marketing positivo, aliado à nobre causa do grupo responsável por produzi-lo de não ter fins lucrativos.

 

O Mozilla Firefox, fundado em 2004, já foi mais popular, convenhamos. Perdeu grande parte de sua base de fiéis seguidores por dois fatores principais: o alto consumo de memória que até hoje é um problema (mas, convenhamos, o incômodo já foi maior), e a demora em permitir o licenciamento de arquivos protegidos por DRM (Digital Rights Management), como conteúdos no Spotify e Netflix. Atualmente, o Firefox está na versão 56, e por volta de 12% do total de usuários de browsers no mundo.

 

É impossível não se encantar com o conflito persistente da chamada “guerra de navegadores”, da qual nunca se pode ter certeza de um vencedor. Hoje, o domínio está com o Google Chrome, mas já passou pelas mãos do Netscape (o Firefox é hoje seu sucessor natural) e, mais tarde, após uma série de táticas da Microsoft, pelo saudoso Internet Explorer.

 

É importante entender este contexto, pois, em primeiro lugar, o Firefox nunca esteve na liderança do mercado, por mais que apregoa até os dias atuais o conceito de ser o programa de computador líder entre os softwares livres, e, por outro, para recuperar mesmo o tempo perdido para o Chrome, um dos principais, se não o principal, software desenvolvido pelo Google. Que, convenhamos, é o Google.

 

No passado, o Mozilla Firefox ficou relativamente conhecido pela personalização, com temas e planos de fundo que sei que você instalava, porque era cool (eu também fazia isso). Mas aí o pessoal passou a enjoar um pouco, o público médio da Internet foi ficando mais velho e percebendo que cores bonitinhas não chamavam mais a atenção para ninguém. Sério, você conhece alguém que ainda usa temas no navegador?

 

Claro que não, na minha opinião a maior sacada do Facebook foi ter mantido o azul para todo mundo. Por isso, com essa nova versão, vem também um novo layout, que aproxima o Firefox do Chrome, naquela premissa de que, se não se pode derrotar o inimigo, junte-se a ele, ou o imite de maneira que não fique óbvio demais.

 

De qualquer forma, o Firefox lança, ainda no final do ano, o Quantum, considerada a versão mais rápida e menos devoradora de RAM de todos os tempos, sendo que a versão beta já está disponível para download. Parece exagero, porém até a crítica especializada em tecnologia vem derramando elogios a ele. Já a Mozilla, que disse que não vai numerar esta versão do seu browser (deveria ser a 57), parece estar levando a sério os feedbacks mais negativos do que positivos de seus usuários, ansiosos por inovações que poderão, enfim, retirar o Firefox do vergonhoso papel de “ator coadjuvante” no vibrante mercado dos navegadores de Internet.

 

 

 

"Firefox Quantum deverá ser duas vezes mais rápido que o Firefox e consumir 30% menos memória que o

Chrome" diz Mozilla.

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