FACEBOOK DATING: A NOVIDADE CONTRA A SOLTEIRICE

Aplicativo promete, no final das contas, ser mais similar ao Badoo do que ao Tinder

Solteiros, alegrai-vos! Visando combater uma crescente onda de fuga e denúncias de quebra de privacidade, como entrega de dados a terceiros sem o consentimento do usuário, o Facebook anda buscando novas formas de lucrar. A bola da vez é atingir um público tão diverso quanto carente: são 200 milhões de usuários que declaram publicamente na maior rede social do planeta não ter par.

 

Nesta semana, o Dating começou a funcionar no Brasil - ou deveria funcionar, já que testei aqui para fins jornalísticos e o serviço diz que ainda não está sugerindo ninguém na área - com o objetivo primordial de detonar apps de relacionamento afins, e depois juntar pessoas.

 

No fundo, estes aplicativos fazem uso de um velho instinto da humanidade, aquele relacionado à perpetuação da espécie, o qual não vou citar em detalhes aqui. Obviamente, a chegada de um novo player relativamente poderoso provocou reações diversas.

 

Deixando de entrar na discussão de gênero, e nem querendo opinar se ele vai ser utilizado por pessoas cujo estado civil não se encaixa no público-alvo inicial (spoiler: vai), o mérito próprio do Facebook Dating é ser mais igual ao Badoo do que ao Tinder.

 

Também não vai ser aquele lance de passar para a esquerda se não gosta ou direita se curte, mas sim reunir pessoas com interesses em comum. E nisso o Facebook dá uma dentro: os algoritmos da rede de Mark Zuckerberg (aí vem o clichê) já sabem mais sobre você do que você mesmo, nunca é demais repetir.

 

Entre os recursos possíveis de se fazer, você pode marcar até dez amigos como “crushes secretos”, e tal pessoa só vai saber que você fez isso se ela tiver também uma conta no Dating e se a recíproca do flerte for verdadeira.

 

O usuário ainda pode preferir ver ou não amigos de amigos no serviço, e/ou pessoas em geral em um raio de 100 quilômetros. Tudo grátis, ao contrário dos demais apps, cujas funções mais exclusivas custam dinheiro, e muito.

 

Outra grande sacada é ter reunido duas das paixões de muitos brasileiros: novidades tecnológicas e caminhos mais curtos para uma relação, digamos, fértil. Porém, mesmo assim, com tudo isso, tenho uma opinião pessoal, e acredito que o serviço não vai dar certo num primeiro momento.

 

Por que? De novo, as pessoas querem simplicidade na coisa, e de certa forma, o investimento na aparência das pessoas, a despeito das demais informações como religião, altura, música preferida, foi a receita do Tinder fazer sucesso, o Happn ter aceitação mediana e o Badoo não haver emplacado.

 

A lógica, em geral, segue a máxima do poeta Vinícius de Moraes: beleza é fundamental, e que me perdoem as demais.

tags

facebook dating rede social encontro relacionamento aplicativo crush tecnologia

+ GEEK

últimas

x

Obrigado!

Em breve você receberá novidades.

Aguarde...