COMO ACHAR O PONTO G

Entre as várias zonas erógenas que as mulheres têm, uma que ainda é objeto de discussões é o famigerado ponto G. Mas por quê??

Se vocês já passearam um pouco pelo nosso blog ou pelas nossas redes sociais, vocês já devem ter notado que falamos frequentemente sobre as diferentes possibilidades de prazer que o corpo feminino oferece. Entre as várias zonas erógenas que as mulheres têm, uma que ainda é objeto de discussões é o famigerado ponto G.

"Mas por quê??", você deve estar se perguntando. Calma, a gente te explica: ele é discutido porque alguns estudiosos da sexualidade afirmam que esse ponto não passa de um mito. A primeira pessoa a propor a ideia da existência desse ponto foi o obstetra alemão Ernst Gräfenberg, em 1950, ao afirmar que na parede frontal da vagina existia uma zona erógena. O termo em si só foi criado na década de 1980 − G é em homenagem ao sobrenome do cientista.

De lá para cá, muito foi discutido sobre esse ponto de prazer - seja nas mesas de bar, conversas entre amigas ou no círculo científico. Pesquisas como a publicada em 2015 pelo periódico científico The Journal of Sexual Medicine argumentaram que, nessa região, não existe outra estrutura além da uretra e do revestimento da parede vaginal.

Se ele existe ou não, o fato é que muitas mulheres relatam ter chegado ao orgasmo pelo estímulo da região interna da vagina. Como já foi dito, o ponto G é uma zona erógena, isso significa que, se estimulado da forma certa, é possível sentir muito prazer por ele (e é isso que a gente quer, não é?).

 

Afinal, como encontrar o Ponto G?

 

A terapeuta sexual norte-americana Carolanne Marcantonio, em uma publicação da Women’s Health, fez a seguinte descrição do ponto: ’’ele é semelhante a um pênis ereto, pois a região esponjosa fica maior quando está excitada, facilitando que você a encontre’’. De acordo com uma publicação do jornal Metrópoles, alguns sexólogos chegam a acreditar que o tal ponto G não está em um local específico da vagina, mas na imaginação da mulher. Então, como encontrá-lo?

Em entrevista ao portal Dicas de Mulher, o ginecologista Ricardo Luba explica que o caminho a ser seguido para encontrar o ponto G é: introduzir o dedo indicador na vagina, com a palma da mão virada para cima, e em seguida será possível sentir a parede vaginal com uma certa irregularidade, uma rugosidade.

 

Como estimular o prazer através do Ponto G?

 

Uma vez que o ponto é encontrado, ele já pode ser estimulado. Em seu canal no Youtube, a sexóloga Cátia Damasceno recomenda que, antes mesmo da penetração, deve-se introduzir dois dedos na entrada da vagina e fazer movimentos suaves e circulares.

O ponto G também pode ser estimulado com a ajuda de brinquedinhos, especialmente pelos vibradores com curvaturas na ponta. Ao conversar com o jornal Extra, a ginecologista e obstetra Denise Gomes, que acredita na existência do ponto G, orientou que os vibradores realmente podem ajudar a levar ao orgasmo por causa das pulsações, mas que devem ser introduzidos na vagina com bastante delicadeza.Em uma reportagem da coluna Pouca Vergonha, os ginecologistas Eduardo Ayres Netto e Denise Coimbra comentaram que a melhor posição para estimular o ponto G é quando a mulher está por cima. Porque, segundo os médicos, estando no comando, ela consegue identificar onde sente mais prazer e qual é o melhor ritmo.

Uma curiosidade sobre esse pontinho que divide opiniões é que ele pode ser um aliado para a ejaculação feminina, também conhecida como squirt. Sabemos disso porque, há algumas décadas, estudos sobre esse ponto vêm sendo pautados pela busca pelo bem-estar e prazer femininos. Como fez a enfermeira Beverly Whipple, que trabalhava ensinando mulheres a fazer os exercícios de Kegel − um tipo de atividade que fortalece a região pélvica e aumenta a circulação de sangue − para tratarem a incontinência urinária.

Os estudos que Beverly desenvolveu foram muito importantes porque contribuíram para relacionar o, até então sem nome, ponto G. Ao portal de notícias inglês Independent, a enfermeira relatou que algumas mulheres tinham músculos do assoalho pélvico muito fortes, mas que perdiam líquido pela uretra durante o sexo. Esses relatos fizeram Beverly descobrir que as mulheres podem ejacular.

 

Mas o que isso tem a ver com o ponto G?

 

De acordo com Beverly, esse fluido incolor, que não parecia nada com urina, a levou à pesquisa de Ernest Gräfenberg (aquele de quem falamos anteriormente), que dizia que uma determinada área da vagina podia até produzir um fluido quando estimulada. Essa área é o que hoje chamamos de ponto G.

Utilizada como fonte no site Go Outside, a médica e terapeuta sexual Madeleine Castellanos, descreveu que a ejaculação feminina é um fluido retido na bexiga liberado durante o orgasmo. De acordo com a médica entrevistada nessa publicação, esse processo envolve as glândulas de Skene − glândulas responsáveis por produzir e liberar um líquido incolor e de consistência viscosa pela uretra durante o estímulo da região − que são localizadas na perto do fim da uretra e podem produzir o fluido pela estimulação do ponto G.

No Canal A Sós, no You Tube, a terapeuta pélvica e sexóloga Ana Cristina Gehring dá uma dica para quem ainda não conseguiu sentir prazer nessa zona erógena: diariamente, na hora do banho, introduza um dedo no canal vaginal e faça entre 15 e 30 fricções no ponto G durante um mês. De acordo com Ana Cristina, quando feito constantemente, esse movimento vai despertar a sensibilidade do ponto, facilitando a ocorrência de eventuais orgasmos.

Para quem não quer passar tanto tempo estimulando o ponto até que ele fique mais sensível a estímulos, é possível fazer até mesmo um preenchimento nele, acredita? A ginecologista Renata Gouvea, em seu canal no You Tube, explicou que se você, mesmo depois do estímulo sexual, tem dificuldade em sentir prazer no tal pontinho, pode procurar um procedimento que utiliza ácido hialurônico − substância naturalmente presente no organismo humano, indicado para revigorar a robustez da pele. O método aplica um preenchedor temporário colocado lateralmente ou embaixo do ponto G para facilitar o contato do pênis na hora da relação sexual.

Em entrevista ao portal Universa, os ginecologistas Carlos Eduardo Ayres Netto e Denise Coimbra contam que a grande sensibilidade do ponto G é atribuída à proximidade do assoalho da bexiga, uma região de muitas terminações nervosas. No entanto, os médicos entrevistados explicaram que usar esse ponto de sensibilidade como ferramenta de estímulo sexual é algo que nem todas as mulheres consideram prazeroso.

Diante de tantas vantagens e possibilidades de prazer que esse ponto é capaz de proporcionar, caso você ainda não tenha experimentado, pode estar se perguntando: ’’e se eu nunca senti prazer nessa região? Tem algo de errado comigo?’’. Calma! A terapeuta sexual americana Carolanne Marcantonio esclarece que o ponto G fica próximo à uretra, o que pode fazer com que algumas mulheres tenham vontade de urinar durante o estímulo e nem sempre isso é sinônimo de prazer.

De acordo com alguns terapeutas, a existência ou não do ponto G é, na verdade, irrelevante. Para esses profissionais, para tirar proveito de sua sexualidade, as mulheres precisam assumir o controle desse aspecto de suas vidas, afinal, não conseguir ter orgasmos, por exemplo, muitas vezes acontece por barreiras psicológicas.

E você? O que acha? O ponto G existe ou é apenas um mito? Você considera o estímulo do mesmo prazeroso?

 

Posições que auxiliam alcançar o Ponto G

 

Você deve estar se perguntando: será que existe alguma posição que auxilia na hora de atingir o orgasmo através do ponto G?  Primeiro de tudo, cada corpo é um universo de prazer particular, e você não precisa seguir uma lista de posições caso não sinta-se confortável ou a mesma não te traga prazer. Porém, separei aqui algumas posições sugeridas pela psicóloga e sexóloga Keila Oliveira. Olha só:

Deitada de bruços - Nessa posição, você pode penetrar a parte superior do canal da vagina com movimentos fortes e lentos. Outra opção é, com os dedos, buscar a parte superior do canal da vagina e simulando uma penetração rápida.

Deitada de costas - Você penetra, inclusive com o dedo, no interior da vagina como se estivesse cavando um buraquinho em direção ao colchão.

De ladinho - Você pode testar deitada de lado em posição fetal com um travesseiro dobrado entre as pernas.

Na masturbação - Sozinha, a mulher deve buscar as posições sentadas sobre a cabeceira da cama, buscando uma posição em que seja confortável o alcance dessa região. Ajuda colocar um travesseiro embaixo das pernas.

Deu vontade de testar todas, né? E o melhor de tudo, são posições independentes, ou seja, você não precisa necessariamente de um parceiro sexual para ter prazer no ponto G.

 

Homens também têm Ponto G?

 

Para continuar lendo , acesse o texto completo:  Como achar o ponto G. Um guia ao prazer feminino. (labioslivres.com)

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