ASSISTA ‘COISA MAIS LINDA‘ NA NETFLIX

A primeira temporada de "Coisa Mais Linda" já está disponível na Netflix e você ainda não correu pra fazer maratona?

Sim, eu tenho um novo vício e ele (novamente) está ligado a Netflix. No dia 22 de março estreou "Coisa Mais Linda", a nova série brasileira da Netflix e a primeira de época. Dirigido por Caito Ortiz, Hugo Prata e Julia Rezende, a produção realiza com muita eficiência a missão de contar um pouquinho da história do Rio de Janeiro e da Bossa Nova no final da década de 50. No entanto, ao contrário do que estamos acostumados a ver, as mulheres são as protagonistas desse enredo (GRL PWR). Ou seja, se você sempre teve curiosidade de saber mais um pouquinho sobre esse período e sob a perspectiva feminina, este é o lugar.

 

 

"Coisa Mais Linda" conta - também - a história de Malu (Maria Casadevall), uma paulista de classe média alta que se muda para o Rio de Janeiro com o intuito de começar uma nova vida ao lado do marido e abrir um negócio. Mas ao chegar na famosa Cidade Maravilhosa, ela descobre que foi abandonada pelo companheiro (aqui começa a treta). Com muita força de vontade e o apoio da nova amiga - e sócia - Adélia (Patrícia Dejesus), Malu consegue se reerguer. Além da dupla, a série também mostra o desenvolvimento de outras duas personagens muito fortes: Lígia (Fernanda Vasconcellos) e Thereza (Mel Lisboa). As atrizes dão um show à parte em diversos aspectos, muito carisma e talento em cada cena.

 

Quando se fala sobre movimentos sociais, muita gente reclama da falta de recorte de classe e raça na hora de abordar esse tema. Bom, esse não é um problema em "Coisa Mais Linda". Aliás, foi por conta da série que o elenco passou a entender mais sobre a necessidade disso. "Estávamos as quatro com o preparador e então resolvemos conversar, falar um pouquinho sobre como cada uma entende o feminismo e etc. Ficamos falando muito, eu, Fernando e Mel. E aí a gente viu que tinha uma voz ausente, tinha alguém muda. E esse alguém era a Patrícia. Foi quando a gente percebeu que, diante das questões apontadas, ela não tinha nada a dizer. Ela não conseguia relacionar as questões com a realidade da Adélia", revelou Casadevall.

 

 

Também acredito que já passou da hora de falarmos da importância que a população negra teve (e tem) na formação da cultura brasileira, né? E foi justamente isso que Ícaro Silva, responsável por interpretar Capitão, tentou trazer com o seu personagem. Ele, na minha opinião, é um dos mais apaixonantes do seriado. Aliás, por falar em Ícaro, esse garoto resurgiu com tudo nos últimos anos.

 

Feminismo é uma palavra que te assusta, já passou da hora de ver que o feminismo não é nenhum bicho de sete cabeças, né? Mas o que falar de um seriado protagonizado por quatro personagens femininas muito fortes? Eu, particularmente, não considero uma série feminista. É uma série de mulheres fortes que fazem suas escolhas e as encaram - batendo de frente mesmo, sabe? As histórias delas vão gerar sementes para que as pessoas passem a refletir. "Não é uma série para mulheres, é uma série feita também por mulheres. Não acredito que o antagonismo seja o gênero masculino [...] É uma série que traz uma reflexão, mais do que uma reposta pronta, uma coisa fechada, um livro de regras a seguir. É o convite a uma reflexão para todo mundo, não só para as mulheres", concluiu Fernanda.

 

Não é porque as mulheres são o centro dessa história que não há espaço para os homens se identificarem, okay?

 

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